A IDA:
Sai do trabalho para a Rodoviária Novo Rio na sexta-feira para
encontrar com meu marido. A rodoviária estava um verdadeiro inferno
mas, tudo bem... feriado... normal ter o "crowd"
O horário do nosso ônibus era 16:15.
(Só pra lembrar, não consegui passagem em poltronas juntas. Ou
seja: teríamos de contar com a boa vontade de alguém trocar de
lugar pra ficar juntinho...)
Às 15:55, passamos para o lado do embarque que, por sinal, estava
lotado. Tranquilo...
Ficamos sabendo que o ônibus de 15:30 ainda nem havia chegado!
Resolvemos sentar em cima das malas, pranchas, etc porque a espera
seria longa.
Finalmente, às 17h. nosso ônibus chegou.
Imagina a confusão né... não entendo porque a galera sai correndo
pra pegar um ônubus onde os assentos são marcados!!! Esperamos os
apressados se adiantarem e fomos embarcar.
Chegando dentro do ônibus, tinha um casal sentado (inclusive) na
poltrona que meu marido ou eu poderiamos sentar (ou seja: nada de
trocar de lugar) mas eles estavam no ônibus errado.
O casal "pensou" que aquele era o de 17:15h! Caramba... com aquele
engarrafamento todo, eles acharam que o ônibus deles chegou 15
minutos antes!!!
Bom, eles sairam e nós sentamos juntinhos... bom isso!
Viagem tranquila, chegamos em Conceição de Jacareí (um vilarejo de
Mangaratiba) muito bem, meu pai nos esperava na parada. Fomos para
casa de papai pra descansar e começar a maratona no dia
seguinte.
A
ESTADA:
Nossa estada em Conceição de Jacareí foi muito boa. Meu pai
simplesmente não nos deixava gastar dinheiro com nada. Queriamos
ajudar de alguma forma e meu pai ainda me dava bronca. Resolvi
ficar na minha e aceitar... afinal, quando fossemos pra Ilha Grande
a gente ia gastar mesmo.
Passamos o primeiro dia por lá mesmo, fazendo companhia pro "velho"
e conhecendo a cidade, suas cachoeiras e praias. Entramos em
contato com alguns locais para saber a melhor forma (e mais barata
também) de ir para Ilha Grande.
No dia seguinte, depois de todas as dicas dos locais, partimos para
Ilha Grande no saveiro Andréa pagando a bagatela de R$15,00 por
pessoa! O primeiro barqueiro que tinhamos contactado nos cobrou
R$200,00!!
Chegando na IIlha Grande, pegamos um outro barco - Athos - para
Pouso (próximo a Palmas) também pela bagatela de R$20,00 ida e
volta por pessoa e fizemos uma trilha até chegar em Lopes
Mendes.
Mas não era uma trilha qualquer… muitos ficaram pelo
caminho… muitos paravam a toda hora…
Os barqueiros nos avisaram que a trilha era feita em 40 minutos!
Imagina só... 40 minutos... batemos o record então...rs... fizemos
em 20 minutos! Isso no pic, com pranchas, mochila com filmadora,
câmera fotográfica, câmera à prova d’água, equipamentos para
mergulho (sem cilindros... não exageramos), bolsa térmica com muita
água, sucos e sanduíches (a própria farofa!!!) e muita
disposição...rs...
A triçha, amigos, sem exagero algum é “punk”. Só de
ladeira tem 15 minutos... o resto você curte descendo...rs...
Mas quando descemos em Lopes Mendes e nos deparamos com aquele
cenário de Lagoa Azul foi incrível. O mar estava pequeno. Meio
metro no máximo mas perfeito... Das pedras abria uma direita não
muito extensa mas de parede lisa e transparente.
Tivemos um encontro com uma tartaruga que parecia exausta... perto
das pedras o mar parecia convidar ao mergulho só pra mostrar a
diversidade que escondia.
Um verdadeiro espetáculo.
Voltamos no fim do dia pra embarcar no Athos novamente e voltar com
o Saveiro Andréa para Conceição.
Pegamos a mesma trilha na volta e conseguimos o mesmo tempo da ida:
20 minutos.
Nos outros dias, resolvemos ficar por Conceição pra não deixar meu
pai sozinho.
Passeamos pelas cachoeiras e “bocas de rios” pra ver se
rolava um surf... coisa de marido fanático...rs...
De noite a gente dava um “role” pela cidade e vi que a
galera gosta mesmo é de funk né.... ô ritimozinho esse... chegamos
a filmar uma galerinha fazendo uns passinhos estranhos mas
engraçados...rs... A única conclusão que cheguei ouvindo esses
funks de hoje é que antigamente a mulher só descia, subia e dava
uma rodada porque estava descontrolada mas hoje o buraco é mais
embaixo... e bota baixo nisso! É tanto palavrão que de princesa,
passou a cachorra e agora é não sei nem mais o que. E todo mundo
parece se divertir com isso. Vai entender!
Enfim, voltaríamos na quarta-feira mesmo porque hoje eu
trabalho.
A VOLTA:
Com malas, pranchas e passagem
(comprada adiantada na Rodoviária Novo Rio) em mãos fomos para a
estrada onde o ônibus passaria.
Meu pai com medo de o ônibus não parar e eu com medo de que o
motorista não querer abrir o bagageiro para colocar aquilo tudo.
Meu marido? Tranquilão... ele tinha surfado...rs...
Veio o ônibus e o motorista, assim que abriu a porta: - Vocês já
tem passagem né? Porque o ônibus já está lotado!
Dei boa tarde pra ele também e perguntei se poderia abrir o
bagageiro.
- Não dá não... ninguém te disse isso não?! (essa foi a
resposta).
- Tudo bem, então espera um pouco que vamos acomodar as bagagens no
corredor.
Subimos e então falei pro meu marido: - Poltronas 27 e 28
amor.
O que aconteceu??? Tinha uma mulher sentada na 27.
Paramos com toda aquela bagagem no meio do corredor e começou o
dilema:
- Poltronas 27 e 28 amor, repeti.
- Eu sei, são essas. Mas tem gente.
- É essa aqui??? Perguntou a mulher que estava sentada
- Sim, respondeu meu marido.
A mulher pegou sua passagem e disse – Aqui não tem dizendo o
lugar.
- Mas a nossa tem lugar marcado, 27 e 28. eu disse.
- E eu vou onde? Perguntou a mulher
- Não sei querida (quando uso esse querida já estou irritada), tem
lugar vago em outras poltronas. Aqui, por exemplo (apontando pro
lado, poltrona do corredor) está vaga.
- Mas eu vou no corredor? Eu quero ir na janela!
Gente... ali eu pude comprovar que definitivamente consegui ter
domínio próprio porque a minha vontade foi de voar em cima dela e
falar: rapa fora daí logo!...rs...
- Amor, segura a mochila por favor.
Dei a mochila pro meu marido, fui até o motorista e relatei o caso.
O motorista parou no acostamento e foi até a cena do crime.
- Por favor né... eu te embarquei sem problemas, deixei você viajar
aqui mas disse que era pra ir pro final do ônibus e agora está
causando problemas... levanta logo e vai lá pra trás.
Conclusão: o motorista embarcou uma pessoa sem pagar passagem
(estava dando carona) e a garota ainda tava botando banca de certa
pra cima da gente.
Ficou feio pra ela que teve de levantar e ir pro fundo do ônibus e
todo mundo rindo e dizendo bem feito.
Meu marido ainda me disse:
- Quando você foi falar com o motorista eu ainda tentei argumentar
com ela dizendo que a gente tinha comprado a passagem
antecipadamente para evitar esse tipo de transtorno, que a passagem
dela não tinha lugar marcado, etc. mas ela só respondeu que não
levantaria e que se você tivesse pedido com educação...
Mas agora vejam vocês. Não fui grossa com a garota, não voei pra
cima dela e ela ainda vem com essa de pedir com educação... como
diria meu marido: “ora mas rapaz”...rs...
Seguimos viagem tranquilamente em nossas poltronas enquanto a
“educada” seguiu no corredor no final do ônibus porque
todas as poltronas das janelas estavam ocupadas.
E na hora de descer, ela ainda passou, olhou pra mim e virou a
cara.
Eu mereço!